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Novembro 2004 |
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TelemedicinaApesar do desenvolvimento da medicina nos últimos anos, os serviços médicos continuam a não poder ser acedidos pela totalidade das pessoas que precisam. A questão do acesso à medicina continua a ser pertinente. Muitos países, e principalmente os menos desenvolvidos, enfrentam numerosos problemas no que toca a este assunto. Existem, nestes casos, falta de recursos financeiros e humanos, bem como uma falta de infra-estruturas e instalações. As telecomunicações podem ajudar a aliviar muitos destes problemas. Os serviços de telemedicina têm potencial para melhorar substancialmente a qualidade e acesso a cuidados médicos, independentemente da localização geográfica das áreas necessitadas. Pode também auxiliar em emergências de catástrofes naturais, no combate a doenças tropicais, providenciar condições para que seja possível efectuar uma operação cirúrgica ou ir de encontro a requisitos de serviços de dermatologia e oftalmologia entre outras especialidades. A telemedicina pode ser considerada como medicina efectuada à distância. Trata-se de exercer serviços médicos a distâncias que podem ser maiores ou menores, dependendo das aplicações. Divide-se em três grandes grupos: diagnóstico e tratamento de doentes, teleconferencia entre serviços médicos e tele-educação. Assim, para além de ser possível estabelecer um contacto entre médicos e doentes, é possível ainda providenciar sessões de conferencia entre médicos, onde poderão ser efectuadas trocas de informação, e ainda serviços de educação, em que estudantes terão acesso aos mais avançados relatórios médicos. Com efeito, a telemedicina tem crescido nestas direcções, acompanhando o desenvolvimento da medicina, bem como o das telecomunicações. Introduz assim no panorama da saúde um melhoramento da qualidade dos tratamentos, torna a informação médica mais acessível e as trocas de informação mais rápidas, poupando tempo e custos.
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